Eu preciso de um amigo para conversar com

Voltei a falar com a minha namorada após uma briga feia! Ah... E houve umas coisas no meio!

2020.11.27 12:09 Archer_Sharp Voltei a falar com a minha namorada após uma briga feia! Ah... E houve umas coisas no meio!

Olá sub!
Eu recentemente postei um desabafo sobre uma briga feia que tive com a minha namorada e que inclusive tive vários feedbacks! Muito obrigado! Ela começou a conversar comigo de boa ontem, mas antes eu preciso dizer o que aconteceu para quem não sabe!
Nesse domingo tive uma briga na casa dela e eu não sou um cara de xingar, berrar ou fazer qualquer outra coisa, pois acho escroto e sem educação. Logo, eu conversei de boa com ela e além do mais ela tem alguns probleminhas pessoais de saúde que não quero que sejam desencadeados.
Bem... Ela começou a apagar todas nossas fotos juntos e até escondeu e removeu o seu status de relacionamento em algumas redes sociais. E não irei “atacar” ela por causa disso, porque eu respeito a opinião dela e entendo o calor que teve na briga!
E aí passei quase a semana toda passando mal de ansiedade (eu tenho efeitos colaterais físicos por causa disso), porque ela não aceitava o meu pedido de desculpas e tive que me tratar 2 vezes com a minha psicóloga. Sorte que também os meus amigos apareceram para me apoiar e me confortar!
E aí vem a boa notícia e com algumas coisas no meio...
Ontem, eu acordei com um bom dia dela perguntando se eu estava bem e respondi de forma indireta o que eu estava sentindo e acho / espero que ela entendeu e então ela me perguntou como estava as etapas de entrevista de emprego!
Eu fiquei conversando com ela de boa por texto até que após a minha entrevista de ontem... Um cara bate no carro em que eu estava com a minha mãe e meu irmão juntos e ainda bem que não aconteceu nada com a gente! E então ela soube do acidente e ela entrou em desespero e começou a mandar um monte de mensagem para mim! Eu respondi que estávamos bem e ela ficou me confortando, porque né... A minha ansiedade e meu stress subiu na hora!
Eu já estava super ansioso no dia e ela começou a me confortar demais! Ela não parou de mandar mensagem de texto e voltou a mandar mensagens de áudio dizendo o quanto que ela me ama e que ficou muito preocupada! Ah... E ela voltou a postar nossas fotos juntos nas redes sociais e eu não dei nenhuma indireta ou “ataquei” como eu disse... Eu só fingi que não aconteceu nada! Eu acho que ela só está com vergonha de atualizar o status, pois se atualizar... Vai aparecer uma notificação aqui que alguém me marcou em um relacionamento!
É tão bom ver que as coisas estão voltando aos normais e isso demonstra que conseguimos e estaremos amadurecendo cada vez mais! Cada um de nós temos um probleminha, mas iremos crescer juntos!
Muito obrigado por quem leu aqui!
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2020.11.26 21:10 raimundoneto Tenho vontade de contratar uma garota de programa

Olá amigos. Ando passando por uma fase muito conturbada da minha vida, e acho que preciso conversar com alguém.
Eu não tenho uma vida financeira complicada. Embora esteja apenas no décimo período da faculdade de Direito, moro com meus pais e não tenho privação nenhuma. A ajuda que eles me dão serve muito bem para as minhas necessidades básicas e para comprar meus livros ─ que são praticamente a minha única extravagância, não sou pessoa de muitos enlevos.
Além dos meus pais, tenho uma namorada linda, que me dá apoio quando preciso dela, também está estudando (hoje tem um estágio remunerado e um emprego, que compensam a diferença de condições financeiras dos nossos pais) e contra quem eu não tenho nenhuma queixa. Estamos juntos há cinco anos, e não tivemos brigas sérias há pelo menos um ano, gozamos de um relacionamento muito bom.
No entanto, eu não consigo me sentir produtivo. De jeito nenhum. Tenho basicamente duas atividades pra fazer durante o dia: movimentar os processos que estão alocados pra mim no meu estágio (eu só tenho que abrir o programa do Tribunal e peticionar) e uns trabalhos que eu faço na faculdade pra conseguir uma grana por fora. O último que eu peguei foi um TCC sobre problemas que, em geral, as mulheres que cumprem pena enfrentam no sistema prisional.
Apesar de não ser muito serviço, eu estou há simplesmente duas semanas sem sequer olhar quantos processos há pra fazer na fila do estágio (mais de 300, com certeza). Quanto ao trabalho, já passei uma semana do prazo que me foi dado para entrega, eu nem sei mais se o cliente vai querer pagar por ele ainda.
Não sei o que acontece comigo, e já nem sei o que posso fazer para melhorar. Eu leio qualquer coisa que não tenha nenhuma relevância para meus trabalhos, mas não sou capaz de ler uma folha de artigo que sirva para concluir esse TCC que está mofando no meu computador; fiz diversas dissertações sobre diversos temas diferentes durante as duas últimas semanas (todas com finalidades meramente satisfativas, estão aí pela internet), mas não consigo criar vergonha na cara para abrir o programa do estágio para fazer algumas petições de duas páginas.
Antes eu culpava minhas primas pela minha baixa produtividade. Depois eu parei de morar com elas e passei a culpar a minha irmã. Agora eu estou na casa dos meus pais, que passam o dia inteiro trabalhando na loja e me deixam sozinho o dia inteiro, e eu já nem sei mais quem culpar senão a mim mesmo. Hoje eu terminei de ler o sétimo livro de uma coleção do Sherlock Holmes em oito volumes que comecei há menos de dois meses, e quando olhei para os livros empilhados sobre a minha mesa, pensei em tudo o que poderia ter feito enquanto estava perdendo tempo com aquilo. Talvez a minha fila pudesse estar em dias, entregado o TCC, fazendo outras coisas...
Ontem eu me senti cansado e pensei que se dormisse durante a tarde, poderia fazer tudo durante a noite e completar minhas tarefas até a manhã. No entanto, além de perder a tarde de trabalho, nada fiz durante a noite senão ler mais um livro inútil e dormir mais uma noite com a mesma sensação de ter perdido um dia inteiro. Minha vida tem se resumido a lamentar pelo que deixei de fazer sem ter forças para terminar.
Eu queria ter alguém para desabafar mas não quero contar para as pessoas próximas de mim. Meus pais são gente da melhor estirpe, tenho certeza que me escutariam muito bem se eu os procurasse, e digo o mesmo da minha namorada. Mas eles, todos os três, já passam tanto tempo trabalhando, que quando temos um tempo juntos nós saímos, comemos fora ou fazemos algo para desestressar, eu não me sinto à vontade para dar-lhes mais problemas quando eles estão em seus dias de folga.
Já pensei em procurar uma psicóloga, mas não me sinto à vontade para conversar com essa gente. Se tiver um psicólogo lendo este desabafo, por favor me perdoe, mas a mera sensação de estar sendo analisado, a ideia de outro ser humano vasculhando as entranhas da minha psiqué enquanto escreve seus relatórios técnicos bem-elaborados que trazem fatos sobre mim dos quais nem eu mesmo tenho conhecimento me causa repulsa, um mal-estar que me impede de responder mais do que um ou outro monossílabo.
A ideia mais sedutora que recorrentemente me retorna é a de procurar uma garota de programa, com quem eu possa falar sobre o que sinto sem o medo de ser julgado, ou de ter os fatos revelados sob conhecimento de pessoas próximas a mim. Durante todos esses cinco anos eu nunca traí a minha namorada, e nunca fiquei com outra garota que não fosse ela, por isso certamente algum amigo meu não negaria passar o contato de uma gp se eu pedisse, assim ele pensaria que eu estava transando e jamais descobriria as minhas intenções.
Naturalmente a questão é um tanto complexa, e um sentimento de dúvida paira sobre mim nesse instante, se é a coisa certa a se fazer. Receio que precise de encorajamento para tomar essa atitude, ou talvez de desencorajamento. Só sinto que eu não posso mais continuar vendo a vida passar por mim trancado neste quarto fingindo para o mundo lá fora que eu estou trabalhando enquanto minto para mim mesmo dizendo-me que um dia hei de trabalhar.
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2020.11.25 08:50 MagoTemplario Estou farto da pornografia

A pornografia está ajudando a destruir ainda mais a minha vida. Preciso de ajuda.
Eu andei pesquisando e vi que existem pesquisas científicas que dizem que a pornografia ajuda a reforçar comportamentos depressivos, ansiedade, distorção da moralidade e muitos outros males. E acredito que essas pesquisas estão corretas. Eu não sei se muito dos problemas que acabei desenvolvendo foram frutos da pornografia, mas sei que ela tem sido fundamental para piorar tudo ainda mais. Por muito tempo eu negligenciei, dizendo que iria parar, que era a última vez, mas o tempo foi passando e td só foi piorando. Eu até consegui melhorar um pouco meu estilo de vida com relação a alimentação e até comecei a correr, o que tem ajudado a minha saúde física, mas a maldita pornografia eu não tenho conseguido parar e isso está fazendo muito mal pro meu psicológico que a muito tempo não é o mesmo, pois acaba me deixando em um ciclo terrivel.
Eu pensei muito antes de postar esse texto. Desde que descobri esse subreddit eu me contenho para postar meu desabafo, pois mesmo sendo anônimo, isso é algo que me envergonha muito. Não tenho ninguém com quem conversar sobre isso e minha família é extremamente religiosa, o que só dificulta mais.
Com o passar do tempo fui abrindo mão de muita coisa na minha vida devido a depressão que sempre era impulsionada pela pornografia que usava/uso como fuga. Acabei abandonando minha faculdade, a igreja em que eu era secretário, amigos e até o convívio com a minha família mudou.
Estou farto de sofrer sozinho. Eu já passei por períodos bem difíceis, como o desejar morrer todo santo dia por 24h, pensamentos suicidas etc (que tem até um bom tempo que estão estáveis) e nunca pedi ajuda a ninguém, mas dessa vez estou começando a sentir picos tão fortes que meu único pensamento é de que vou ficar louco. Simplesmente não sei descrever o que é. Estou com receio de ser talvez o início de uma síndrome do pânico. Isso tem acontecido perto de quando chega a hora de dormir.
Desculpa se está um pouco desconexo, mas é que agora é mais uma madrugada que estou me sentindo muito mal e são tantas coisas entaladas na minha cabeça que não sei como organizar.
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2020.11.23 12:52 LIS1050010 João Palhinha - entrevista ao jornal Record

João Palhinha tem sido um dos elementos em destaque no excelente arranque de temporada do Sporting CP. Em entrevista ao jornal Record, o médio formado em Alvalade falou sobre o bom momento dos leões, abordou a possível saída do Clube no último mercado de transferências e confessou o sonho de ser campeão pelo Sporting CP.
Bom arranque de temporada e mudanças no meio-campo
O míster adapta o jogo às características de cada um, apesar de ter na cabeça a ideia de jogo que quer. Sabe que me tem a mim e ao João Mário, ele mais ofensivo e eu mais defensivo. Posso falar também do Matheus [Nunes] e do ‘Dani’ Bragança. Neste meio-campo todos temos características diferentes uns dos outros. Pede-me que roube o maior número possível de bolas e que esteja preocupado com os equilíbrios, para evitarmos surpresas. Na parte defensiva tenho um papel mais influente do que o meu outro colega do meio, mas isso não significa que sirva exclusivamente para defender. Um jogador quanto mais completo for, melhor, e mais dinheiro ganhará. Estou cada vez mais completo, sim. Tenho muito a evoluir, faz parte do processo de aprendizagem. Todas as semanas o míster pede-nos coisas novas e tenta aperfeiçoar o modelo de jogo que implementou. Aos poucos vão olhando de maneira diferente, com mais respeito, e os resultados têm influência. O respeito ganha-se dentro de campo, independentemente da idade de cada um. Sinto termos todas as condições para surpreender. Obviamente, temos de ir com muita calma e passo a passo. Sabemos que estamos invictos no campeonato, mas algum dia vamos deixar de o ser. Isso é inevitável. E quando isso acontecer as pessoas têm de estar preparados e não meter as coisas num 8 ou 80, mas sim arranjar um meio-termo, com a consciência de que as coisas, correndo como estão a correr, vão a bom porto. Focamo-nos muito em nós, no nosso trabalho. Está tudo no início, não há campeões neste momento. É normal todo o ruído que se tem feito porque estamos a fazer bem o nosso trabalho. Quando se ganham jogos como temos ganho, com esforço e sacrifício, é normal que as pessoas na televisão comentem e que os jornalistas façam capas a valorizar o nosso trabalho. É bom, mas quando houver um jogo em que percamos temos de estar preparados para isso. “Presidente tem vivido momentos complicados” O Presidente tem vivido momentos complicados, difíceis, no clube. É preciso ter um grande estofo para aguentar tudo isto que tem acontecido, porque o Sporting passou por momentos muitos difíceis, talvez os mais difíceis da história do clube. Quando falei de o público ir ao estádio, acho que temos de remar todos para o mesmo lado, independentemente de gostarmos do Joaquim ou do Manel. Temos todos de estar juntos para as coisas correrem bem. O clube que estiver dividido é difícil as coisas saírem bem e é inevitável que a equipa sinta isso. 
Ausência de público nas bancadas
Qualquer jogador, profissional ou não, gosta de jogar com público, qualquer que seja a situação, gostando-se daquele ou do outro. Estando sempre a apoiar o clube do nosso coração temos de respeitar tudo e todos. Por isso, quando o público voltar aos estádios sei que isso não será impeditivo para deixarmos de fazer bem o nosso trabalho. Falo por mim, que gosto muito mais de jogar com um estádio cheio do que um vazio, que mais parece que estamos a fazer um treino em estilo de jogo. Espero que não falte muito para que o público volte aos estádios. 
Luta pela titularidade no meio-campo
São dois jogadores que me surpreenderam. O Matheus e o ‘Dani’ evoluíram muito. Todos os que partilham o meio-campo podem perfeitamente jogar. Se formos bem a ver, temos jogado os quatro, é bom para todos. 
Momento de forma de Pedro Gonçalves
O Pote está muito bem, não é preciso mexer [risos]. Felizmente as coisas estão-lhe a correr bem. É um jogador que no Famalicão jogava mais no meio-campo e que teve de mudar um bocadinho o chip para o sistema do Rúben, mas adaptou-se muito bem. Esperemos que continue assim. 
Chegada de João Mário
O ‘Jomi’ tem muita qualidade, toda a gente lhe reconhece isso. Em 2016, quando saiu do Sporting CP foi por valores astronómicos [40 milhões de euros, mais 5 milhões por objetivos, para o Inter]. Só isso demonstra bem o valor dele, que é inquestionável. Sinto-me um privilegiado por poder partilhar o meio-campo com ele. 
Aposta na formação
Ainda há pouco tempo comentei isso com o míster Emanuel Ferro. Fiquei surpreendido com a juventude, não o esperava. Por privar e treinar com eles, tenho uma noção diferente das coisas do que se tivesse de fora. Todos os miúdos que estão no plantel têm qualidade para lá estar, e vão aparecer mais. 
Atuação dos leões no mercado de transferências
Temos muito bom balneário, com união. A estrutura arranjou um misto de experiência e juventude. Acho que as pessoas olhavam para a nossa equipa como miúdos e tudo, mas acabamos por ser um misto das duas coisas. 
Sonho de ser campeão pelo Sporting CP
Tenho esse sonho, mas não é algo com que viva completamente obcecado. Fazendo-se as coisas com calma, trabalho e responsabilidade tem tudo para chegar a bom porto. Temos de estar sempre com a cabeça fria. Se já estivermos a pensar em maio, as coisas não vão correr bem. Queremos fazer o nosso caminho passo a passo. 
Começo de época a treinar sozinho
Deu-se muito eco a esse momento. O míster Rúben Amorim sempre me disse que contava comigo. Estava a treinar à parte dadas as coisas que estavam prestes a acontecer, e que depois acabaram por não acontecer. Quero aproveitar este momento para dizer que o míster Rúben Amorim ou a estrutura nunca me colocaram a treinar à parte com más condições, nada disso. A única justificação que se pode dar é essa. O míster sempre me disse que, caso não fosse vendido, era mais um jogador para ajudar a equipa. “Sempre me transpareceram a imagem de que contavam comigo” Sempre me transpareceram a imagem de que contavam comigo, ainda antes da pré-época começar. Por já ter trabalhado com o Rúben em Braga tinha essa confiança com ele para falarmos. Ele é um treinador que tem sempre à vontade para conversar com o jogador. Foi um fator que me agradou e tenho todo o gosto em dizer que é um grande treinador. Aliás, sinto-me lisonjeado por ter a confiança que tenho com ele. 
Elogios de Rúben Amorim
É sempre bom sermos elogiados, dá-me mais motivação. Eu e o Rúben temos essa confiança. Nesse caso elogiou-me, mas se tiver de me criticar, critica. É um meio-termo que arranjámos e que é muito favorável no processo de crescimento de qualquer jogador. 
Sistema de jogo dos leões
Falando um pouco do sistema de jogo, é uma tática inovadora para o campeonato português. Se não me engano, antes não havia nenhuma equipa que jogasse assim. E hoje já vemos certas equipas do campeonato a adaptaram-se nesta tática. Não estava à espera de que me adaptasse tão bem e fez-me evoluir. Por vezes estamos habituados a certo tipo de características e rotinas e isso obriga-nos a mudar o ‘chip’. Apesar de ser um jogador de equilíbrios, tenho a liberdade para chegar mais perto das zonas de finalização. “Ouço muita gente a falar da experiência e dos cursos dos treinadores” Ouço muita gente a falar da experiência e dos cursos dos treinadores… Falo do Rúben, como podia falar do míster Abel [Ferreira] ou de outros treinadores que apanhei, porque as pessoas falaram muito da questão do curso dele e de não ter experiência. E teve a carreira de futebolista que teve, o que equivale a não sei quantos anos de curso tendo em conta as vivências que teve ao longo da carreira. Não quero menosprezar os ensinamentos que se aprendem nos cursos, porque têm sempre a sua importância, mas acho que a real experiência aprende-se dentro de campo. Ele fala connosco de situações de jogo e é essa aprendizagem que nos faz evoluir, se no futuro quisermos ser treinadores. 
Futuro após término da carreira
Gostaria de seguir a carreira de treinador quando acabasse a de futebolista. Espero ainda estar longe disso, mas são coisas em que pensamos, dado que isto não é para sempre. Temos de ir idealizando um plano B. “Não é para qualquer um ser capitão do Sporting CP” Se o for, é com grande orgulho e extrema motivação, dados os anos da formação que conto. Tenho contrato com o Sporting há muitos anos. Não é para qualquer um ser capitão do Sporting, é uma grande responsabilidade. Se acontecesse era mais um momento de felicidade que teria na minha carreira. Varia de jogador para jogador. Temos tido sempre bons capitães. “Estive 15 dias trancado na Academia” Estive 15 dias trancado na Academia e com todo o tipo de condições, não nos faltou nada. Levavam-nos comida ao quarto e treinava, ainda que me tivesse ressentido do vírus. Quando achamos que somos fortes, é a prova de que ninguém é imune e todos os cuidados são poucos. Todos têm de respeitar as regras. O clube soube gerir essa situação muito bem, devido ao planeamento da equipa técnica e da estrutura. Lembro-me de que estávamos na Academia oito ou nove jogadores e outros elementos. Estava um grupo montado. Seguindo as indicações das entidades de saúde, então certamente as coisas vão correr bem. 
Possível saída na última janela do mercado de transferências
Naquela altura houve coisas que se falaram e que estiveram prestes a acontecer, mas depois acabaram por não acontecer. E se não aconteceu, é porque não tinha de acontecer. Na minha vida sempre pensei assim: se as coisas naquele momento não aconteceram, então é porque há algo melhor para conquistar. Numa entrevista que dei à Sporting TV tive a oportunidade de dizer que se tivesse saído do Sporting em 2018, dado que pouco joguei… Da mesma forma que se tivesse saído quando acabei a 2ª época no Sp. Braga, iria sempre ficar aquele vazio dentro de mim, por o Sporting ter sido um dos meus clubes de formação e ser o clube do meu coração. Ir para o estrangeiro e não ter conquistado o meu espaço ou ter demonstrado o meu valor num dos clubes que me formou seria um pouco… Iria ficar um vazio dentro de mim. “Campeonato inglês era aquele que mais me agradaria” Dadas as minhas características e pelo reconhecimento que dou a todos as ligas europeias, o campeonato inglês era aquele que mais me agradaria e onde mais me vejo a jogar. Obviamente que tenho esse sonho e objetivo, porque todos reconhecemos o valor da liga inglesa, como de outras, mas não vivo obcecado com isso. Quero é fazer um bom trabalho no Sporting, evoluir como jogador, fazer o máximo de jogos possível pelo clube. Quanto ao resto, é deixar as coisas acontecerem. “Neste momento, não é fácil ir à Seleção” As coisas vão acontecendo naturalmente. Espero estar perto! Reconheço que estão grandes jogadores na minha posição, neste momento não é fácil ir à Seleção Nacional. E não só pelo meio-campo, mas também pela defesa, ataque, guarda-redes… Temos muita qualidade. Alimento esse sonho todos os dias e trabalho para isso, é um dos principais objetivos e sonhos da minha carreira. Já tive a oportunidade de representar Portugal nas camadas jovens. Um dos maiores motivos de orgulho que um jogador pode ter é representar o seu país. Espero por isso que um dia possa chegar à Seleção Nacional e que não falte muito. Acho que encaixava bem, poderia dar coisas diferentes à Seleção. O Rúben, William e Danilo têm características diferentes. Não vivo obcecado com isso. Imagino-me muito a ouvir o hino com o estádio cheio de portugueses. É uma das imagens mais bonitas que me podem vir à cabeça. 
Regresso a Sacavém
As sensações são as melhores. Será um dos jogos mais especiais da minha carreira. Voltar a esta casa, que me acolheu quando tinha 14 anos, tem um grande significado. Estarei sempre agradecido por tudo que aqui vivi. Fiz amizades que ainda levo comigo. Não tinha visto o sorteio, estava a dar uma volta com um amigo. Recebi uma mensagem do meu pai, com a imagem do sorteio. Até lhe perguntei: ‘Estás a gozar ou a falar a sério?’. Pensei que era montagem (risos). Depois ele disse-me que era a sério. O Sporting tem uma dimensão totalmente diferente do Sacavenense, mas respeito terá de haver sempre. Queremos evitar surpresas. No campo são 11 contra 11 e as camisolas não podem pesar. Temos de encarar este jogo como se fosse da Liga dos Campeões. 
Chegada ao Sporting CP
Nem toda a gente sabe, mas vim aqui com o meu pai a um treino de captações, nos iniciados de 1º ano, e não me aceitaram. Saí daqui a chorar, a dizer que queria desistir. As rejeições nessa altura eram algumas e via o sonho adiar-se. Achava que não havia volta a dar. O meu pai e a minha mãe tiveram um papel muito importante nessas fases, porque me puxaram para cima. No ano a seguir voltei, fiquei e fiz o meu trajeto em crescendo. É uma história bonita que aqui deixei. Foi em 2012, em juniores, na primeira metade da época. Jogámos aqui contra o Sporting CP, cujo treinador era o míster Abel Ferreira, e perdemos por 2-1. Fiz um grande jogo e, no final, o míster Abel veio direto a mim e perguntou-me: ‘Queres vir para o Sporting em janeiro?’. Fiquei, tipo… Lembro-me que o meu coração começou a palpitar muito rápido. Já no passado tinham existido abordagens que não se concretizaram, julguei que fosse mais uma. Mas respondi: ‘Quero, míster’. Depois as coisas aconteceram naturalmente e em janeiro assinei contrato profissional com o Sporting. Para isso ter sido possível tenho de salientar o papel de duas pessoas: o míster Abel Ferreira e o sr. Aurélio Pereira. 
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2020.11.19 15:27 BlindEyeBill724 Uma Breve Introdução Pessoal à Apologética Cristã

Bom dia prezados, sejam todos bem-vindos.
Foi com muita surpresa que não encontrei nenhuma comunidade voltada à apologética cristã e a discussão com o mundo secular, para sanar essa lacuna, espero que todos encontremos um ambiente racional e fértil neste sub-reddit, peço a todos que tenham educação com todos, sejam de outras confissões, sejam de ateus (agnósticos, céticos, etc) que queiram analisar nossas reflexões. O intuito primeiro é uma apologética voltada ao ateísmo, porém, é incentivado argumentações, sempre respeitosas, entre diversas confissões (catolicismo realizando apologética com o protestantismo ou com a ortodoxia, ou vice-versa) ou entre diversas tradições religiosas (cristianismo com o islamismo, ou vice-versa), acredito que o foco, invariavelmente, acaba caindo na apologética com ateus, tendo em vista que todas as tradições religiosas enfrentam um grande dilema em nosso tempo secular.
Dito isso, cumpre falarmos algumas palavras a respeito da apologética. A palavra vem do latim tardio apologetĭcus, através do grego ἀπολογητικός, por derivação de "apologia", do grego απολογία: "defesa verbal", se vê pela famosa “Apologia de Sócrates”, o apologista cristão é aquele que realiza uma defesa da fé mediante a linguagem e a razão. Minha abordagem contraria a apologética pressuposicional, pois acredito que é possível sim encontrarmos um lugar neutro a partir do qual podemos fazer uma apologética racional com o mundo secular.
A situação do cristão, não é difícil percebermos, foi se tornando cada vez mais complexa, no diálogo com os judeus podia-se usar argumentos inspirados na Sagrada Escritura e compartilhar vastamente uma mesma cosmovisão, posteriormente, com a expansão do cristianismo entre os gregos, ainda que não pudesse usar de uma mesma cosmovisão monoteísta e tampouco do Antigo Testamento, podia utilizar-se da razão natural, da natureza inquiridora do pensamento grego e da recém sistematizada filosofia, a fim de estabelecer um diálogo que culminou na síntese transcendental que São Tomás de Aquino realizou séculos após. Na modernidade, a partir da “queda” (é um ponto complexo, que simplifico para fins de entendimento) da física aristotélica pelas ideias de Galileu, mesmo a razão natural deixa de ser compartilhada, e o cristão perde até esse último filete de ponte, que com o tempo se torna ainda mais íngreme. A nova cosmovisão têm mais do que um problema epistemológico com a antiga, ela possui um trauma da religião, trauma tão vasto que marca toda a personalidade moderna, a religião passa a ser vista não como a garantidora da ordem social mas como causa da grande instabilidade após o fim da hegemonia do catolicismo, sendo considerada como culpada de per se (por si mesma) como a causa das terríveis guerras que assolaram a Europa, resultando no banimento da religião da esfera pública, durante a guerra com os protestantes. Na impossibilidade de se pensar, dentro da nova cosmovisão, sobre as realidades da fé, a própria perspectiva religiosa se contrai, se aproxima do irracionalismo, surge o fideísmo, os próprios religiosos esquecem-se da cosmovisão clássica e separam largamente a razão, na forma que compreendem, da fé que professam. No lado histórico, a obra de polemistas como Andrew Dickson White e John William Draper, no fim do século XIX, mas com raízes numa tradição histórica belicosa mais antiga, herdeira do iluminismo, e altamente antirreligiosa, aumentaram ainda mais o fosso, dando raiz a um falseamento histórico da questão, demonizando a religião em sua relação com a ciência, enfim, o trabalho de reconstituição do diálogo é, portanto, imenso.
Dito isso, faço as seguintes considerações:
(I) A distância entre a cosmovisão clássica-medieval e a moderna é vastíssima, disse a um amigo certa vez que, de fato, na conversa com um taoista, não teríamos tanta dificuldade em nos fazermos entender, poderíamos não só aproximar “Pai” do “Tao”, mas o pressupostos metafísicos e epistemológicos são muito mais próximos do que aqueles existente entre o materialista moderno e um cristão. Na verdade, se fossemos conversar com um grego de dois milênios atrás com um futurístico, mas ainda capenga, Google Tradutor, poderíamos nos entender mais facilmente em diversos pontos do que se um cristão, em sua mesma era, tentasse falar com um vizinho ateu, tamanha a diferença de pressupostos;
(II) Ora, se vê claramente que a apologética têm que ser repensada, o primeiro passo a esse respeito obtive do Prof.Edward Feser, cujo acesso à sua produção só puder ter, por dificuldades de importação, a partir de seu blog, quando ele me fez notar uma grande obviedade, a de que é necessário uma espécie de Preambula Fidei, um preâmbulo à fé, para que o argumento teísta possa ser entendido pelo materialista. Somando a isso a solicitação de um amigo teísta de “argumentos irrefutáveis”, assim como a conversa com um novo amigo, esse ateu, me levaram a considerar o seguinte:
• É evidente que argumentos bíblicos não podem ser usados diretamente no debate, ora, isso se sabia há tempos, não é a toa que a Suma contra os Gentios é, justamente, o livro mais estritamente filosófico (ou seja, no sentido de contar com a razão natural) de toda a produção de São Tomás de Aquino. Isso se deve pela obviedade que os gentios, por definição, são aqueles que não aceitam argumentos da revelação. Nisso se exclui toda tentativa de apologética que parta diretamente de argumentos bíblicos. Notemos que esse ponto pode soar polêmico para algumas confissões cristãs, a questão não é ignorar a Bíblia, fingir que ela não existe, a questão é que, de prima, não faz sentido usá-la, pois se a pessoa aceitasse a autoridade bíblica não seria ateu.
É evidente, ademais, que aqueles que defendem a cosmovisão moderna não aceitam argumentos filosóficos puros, como as cinco vias de São Tomás de Aquino, pois não julgam válido raciocínios que envolvam conceitos que parecem não coadunar com a metodologia que consideram científica, assim como não possuem meios de prova experimental no sentido qual é julgado válido pela ciência moderna. Daí se faz necessário a Preambula Fidei, para que o interlocutor tenha as bases metafísicas capazes de tornar os argumentos ao menos inteligíveis. É preciso que, para um argumento seja analisado, que ele seja primeiramente compreendido em seu significado preciso.
Porém, acredito que mesmo isso seja insuficiente, e daí o surgimento dessa proposta, pois não basta somente termos um “Preambula Fidei” (*Preambula Fidei que deveria ser instruída, idealmente, pelo menos junto com a catequese), como o próprio interlocutor pode não ter conhecimento sobre o que é a ciência de verdade e no que consiste a cosmovisão moderna qual ele mesmo assente, e quais são suas reais implicações, ora, não poderá realmente julgar a comparação entre os dois termos, será inútil tentarmos esclarecer exatamente o significado dos argumentos religiosos, que façamos a exposição de outra cosmovisão, sem que o interlocutor sequer conheça bem a própria posição qual defende. É necessário, portanto, uma introdução à ciência, mesma na perspectiva da apologética religiosa.
Aqui de certo o leitor atento pensará que eu enlouqueci, o ateu dirá que estou querendo “ensinar o padre a rezar a missa” (risos), o religioso achar-me-á néscio em começar a apologética a partir de uma análise da…. Ciência! O suposto rival!
Peço atenção, porém, aos seguintes pontos:
1-A ciência é a razão natural dos tempos de hoje, não é totalmente absurdo dizer que, se São Tomás escrevesse nos tempos de hoje, pudesse realizar uma obra com embasamento parecido;
2- Qual razão teria o ateu para iniciar-se na Preambula Fidei sendo que, por definição, acredita que a cosmovisão moderna científica é, entre todas, a superior?
3- É preciso que encontremos alguma forma de argumentação que, desde o princípio, seja aceita como racional pelo interlocutor, e essa só pode ser um tipo de discurso da ciência sobre si mesma.
4-Tudo, a Escritura, o Argumento Filosófico Puro, os Preambula Fidei, são absurdos ao materialista prima facie, a única forma é analisar, com rigor qual ele mesma possa reconhecer válido, a própria ciência de maneira que, ao encontrarmos em seu conceito aporias, consigamos mostrar como as mesmas são resolvidas pelas perspectivas quais oferecemos, permitindo assim que ele se abra ao Preambula Fidei, etc.
5-Não basta dizermos que “a ciência não explica tudo”, a forma ideal de iniciar essa abordagem à ciência é partir das observações da epistemologia pós-positivista à própria ciência (Duhem, Kuhn, Lakatos, Feyerabend) porque é um desenvolvimento natural da própria ciência refletindo sobre si mesma, não é sequer uma crítica feita dos religiosos à ciência.
6-A razão qual o início têm ser esse não é difícil de se compreender, a epistemologia pós-positivista surgiu após a ciência ter alcançado um prolongamento tão grande no tempo que se tornou possível aplicar o próprio método histórico-crítico nela mesma (método qual ela foi uma das grandes causas e fomentadores), isso se tornou tentador por razões também precisas, as revoluções provenientes da teoria da relatividade e da física quântica deram margem para a percepção de que os conceitos científicos talvez não sejam tão simplesmente o real visto sub species aeternitatis (pela ótica da eternidade) quanto pensavam anteriormente os positivistas, e antes deles os iluministas. Essa perspectiva tornou possível pensar naquilo que a ciência implica realmente, tendo-se em mente aquilo que ela implicou no passado e que, agora, não mais afirma, nessa distinção entre “teoria” e “fato” é que se pode começar a pensar concretamente a respeito da prática científica a partir dela mesma (pelo método histórico-crítico, que é científico, e porque representa uma perspectiva defendida pelos cientistas mesmos). Se uma teoria não têm história ela é absolutamente perfeita e incriticável. Há algo do pensamento clássico nessa observação, ora, se algo não tem mudança é perfeito, logo as críticas só podem ser fundadas na mudança e, portanto, na história. O senso histórico marca assim uma crise da consciência como lei universal exigindo novas sínteses. É também por isso que se anseia o “fim da história” em todas as teorias, que encontrem na física uma “teoria de tudo”, porque só aí poderiam chegar à teoria perfeita.
7-O ateu não tem, assim, nenhuma razão razoável para não iniciar-se na linha argumentativa, caso ele não concorde com a conclusão, estará ao menos lendo sobre sua própria posição desde o princípio. A ideia não é minar a credibilidade científica, ao contrário, primeiro é necessário defender uma posição epistemológica realista na ciência, o que nos coloca do lado de filósofos da ciência "puros".
Noto ainda que é fundamental que evitemos qualquer posicionamento ideológico ou negacionista quanto às complexidades históricas enfrentadas pela religião, se casos polêmicos, como as cruzadas, a inquisição, caso Galileu, são sim distorcidos muitas vezes, sem nos atentarmos sempre à verdade, jamais poderemos esperar alcançarmos um argumento com validade racional.
Atualmente, esse é meu projeto apologético, é óbvio que anseio por opiniões, assim como por quaisquer formas de apologética, pois todas adentram dentro do esquema, só se alterando quanto ao momento em que dele participam. O processo, assim, seria abstratamente passar da (1) Introdução à ciência (a partir dos conhecimentos obtidos pela epistemologia pós-positivista), à (2) Praeambula Fidei, ao (3) estudos dos argumentos a favor da existência de Deus e da Religião e, por fim, à (4) análise das Sagradas Escrituras. O ponto (1-2) permite realizar a comparação exata entre as cosmovisões e abrir à inteligência a possibilidade de se aproximar da fé, mediante os argumentos e a tradição (3-4).
Anseio por diálogos sobre o tema, e espero que muitos encontrem aqui amigos e crescimento intelectual/espiritual.
Abraços.
_______________
Observações adicionais:
É claro, a apologética concebida dessa forma não pode ser o suficiente, chamemo-la de “apologética sistemática” àquela que se pretende linear, que pretende partir sempre do que está aceito pelo interlocutor para que, em graus cada vez mais distantes de sua posição inicial, possa-lhe prover de compreensão. Se ela busca o encadeamento necessário, é claro que ninguém é obrigado a percorrê-lo necessariamente, se faz necessário, assim, uma “apologética acidental”, que é a simples resposta de acordo com a ordem das dúvidas, prescindindo da sistematicidade, de acordo com a situação concreta e existencial de cada interlocutor.
Ainda assim estaríamos sendo incompletos se não usássemos de uma “apologética psicagógica”, uma exposição que não se pretende ser somente consistente em sua lógica, mas mover as partes da alma rumo à apreensão das realidades superiores, essa é, de fato, a parte mais difícil de se aceitar por parte de um interlocutor ateu, pois parecerá, no princípio, que tal empreendimento é uma espécie de abandono da razão, mas não é difícil ver, entretanto, como pretendo mostrar assim que possível, que essa é a única maneira de se fazer justiça não só à cosmovisão religiosa, mas à própria cosmovisão clássica. Ela [a cosmovisão clássica] distinguia entre “discurso filosófico” e a “vida filosófica”, se faz necessário discursos, então, que incentivem-nos à vida filosófica, que não seja por fim último meros discursos, essa distinção é justamente uma das diferenças da cosmovisão quais a “apologética acidental” e a “apologética sistemática” têm por um dos fins esclarecer. A falta de racionalidade se dá somente se a “apologética sistemática” falhar em seu empreendimento.
Teríamos então a exposição maximamente racional, a exposição psicagógica, que é livre e imaginativa (partindo às vezes do pressuposto implícito da verdade da cosmovisão clássica-religiosa), e a exposição acidental, que é um misto das duas, tendo em vista que essa exposição psicagógica pode ser um dos tópicos primeiros da dúvida, ainda que não seja um dos primeiros na exposição sistemática.
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2020.11.18 23:51 GorilaTiger Preciso de ajuda, mas nem sei como explicar a situação direito...

Para quem estiver a fim de ouvir a minha situação vou tentar explicar ela de forma mais clara possível para seja possível entender a situação por completo, mas já aviso que não sou bom em explicar coisas e talvez seja maçante ler e talvez vá flopar... Mas enfim aí vai:
Eu e meu namorado já namoramos a 1 ano, tivemos nossos problemas e desentendimentos, mas já foi resolvido graças a Deus (ou assim espero) tivemos uma conversa para deixar claro alguns pontos e tudo foi resolvido, porém ele disse uma coisa que acho que é verdade e eu quero mudar, mas não sei como.
Ele me disse que 95% (acho um valor meio exagerado mas realista) da relação está nas costas dele, ele me ama pra caramba e apenas disse isso para deixar claro os fatos, moramos em pontos distantes da cidade então é ele quem vai me buscar, é ele quem sugere locais para sairmos e comer, é ele quem promove eventos com ele e seus amigos para nos divertirmos, é ele quem compra coisas para mim, é ele quem acha séries e baixa as séries para assistirmos, ou até mesmo filmes para vermos.
Agora aí vem os fatos sobre ele Ele: É relativamente rico, trabalha e ganha bem não paga nenhuma conta da casa dele, é super ocupado, então só tem tempo para mim os fins de semana (no qual ele me busca pra ir na casa dele) a mãe dele é super de boa com a nossa relação, ele já disse que talvez esse fato de 95% da relação dele estar nas costas dele é por ele ser controlador e gosta das coisas do jeito dele, odeia bailes, festinhas etc..
Eu: Pobre, nem acho que sou pobre, eu SEI que sou pobre, pago todas as contas da minha casa, a minha mãe é uma parasita infernal, aceita o fato de eu ser gay, mas sei que ela não gosta muito, gosta muito menos do meu namorado só por ele ser agnóstico e ela é religiosa (ou pelo menos acredita em Deus), não quer de jeito nenhum ver meu namorado na nossa casa, eu não sou sociável, meu círculo de amigos é minúsculo, ouso dizer que tenho 1 ou nem isso (possuo problemas de socialização graças a minha mãe, é difícil conversar sobre, mas foi uma infância "traumatizante") então não tenho amigos para fazer encontros ou apresentar, por não ser sociável (ou não saber socializar ou ter medo disso) não conheço pontos turísticos da cidade, não vou e nem gosto de ir em baladinhas, mas gosto de festas de aniversário (se tem comida de graça por que não ir né?), Não sou realmente atarefado, trabalho meio período, interações sociais não é algo automático, eu preciso pensar 4 vezes no que vou falar, fico facilmente sem assunto por não ter gostos comuns (meu namorado acha engraçado eu conversando na frente dos outros, mas na verdade eu odeio não saber como agir, odeio parecer um robô ridículo)
Enfim, enfatizando, o post é pra eu saber sugestões de como eu posso equilibrar esses 95%, não precisa ser meio a meio, mas ele dizer que apenas 5% da relação vem da minha parte é triste, mas acredito que é verdade por eu não saber como interagir, como uma pessoa normal age, eu normalmente espero ele fazer as coisas e sigo o fluxo, mas eu não quero que seja assim, fiquei já uma semana pensando, perguntando para a pessoa mais próxima a mim o que posso fazer, mas ele também não sabe muito o que fazer.
Agradeço quem se deu o trabalho de ler, e desculpe caso não for o que esperava, eu estou aqui pedindo sugestões pois é uma droga não saber socializar ou interagir como alguém comum e ter jogado na cara algo assim, e pior, sendo verdade e não saber o que fazer para mudar...
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2020.11.18 09:00 TapiocaPensativa As coisas estão complicadas

Opa! Então, esse post é uma atualização desse outro aqui. Provavelmente vai ter bastante coisa pra ler, então já está avisado do que lhe aguarda aqui.
Pois bem, sobre o amigo que eu citei no meu post anterior, há bastante que quero falar sobre.
Começando pelo fato de que se intensificaram as complicações que já tínhamos na nossa amizade. Pra mim não é nem mais apenas uma questão de eu estar precisando de mais tempo pra me cuidar melhor, mas sim o fato de que ele tá passando por uma situação bastante delicada e eu sou uma das pessoas mais envolvidas nisso.
Basicamente, ele tá super apático, desanimado com a vida, desinteressado, etc. Esse fato se deve a "n" motivos, mas dá pra resumir dizendo que praticamente não importa o que ele tente fazer ou com quem ele tente conversar durante o dia, ele não se sente bem, nem melhor, talvez até pior. Segundo ele, faz semanas, talvez até meses que ele está assim e ultimamente tem piorado. Ele fortemente persiste em procurar uma saída desse ciclo de desânimo e desesperança, mas não consegue, pelo menos, não sozinho.
Como já disse anteriormente no meu último post, ele não tem muitas conexões íntimas na sua vida, então se sente bastante sozinho. Até onde eu saiba, eu sou uma dessas poucas pessoas com as quais ele consegue se sentir mais confortável quando se trata desses assuntos mais pessoais, mais íntimos. Ele até já tentou várias vezes estabelecer novos vínculos, mas nunca deu muito resultado, pelo menos não até hoje.
Eu gostaria, mas não estou tendo muito tempo para ajudá-lo. Estou em semana de provas, atolado em conteúdos pra estudar e algumas atividades pra entregar ainda. Passo o dia estudando, fazendo as atividades e provas, mais algumas obrigações do dia e tal, então mal sobra tempo pra tentar dar uma animada no cara. Os únicos momentos em que eu falo (mais ou menos) direito com ele é no inicio da noite e no meio da madrugada. Meus planos são de nas férias, que se tudo der certo vem logo depois dessas provas, eu passe mais um tempo com ele pra ver se consigo ajudar e incentivar ele a aproveitar mais e melhor as coisas, mas o foda é que nesse momento realmente não dá.
Por conta dessa minha indisponibilidade durante o dia e do próprio desânimo dele, nossas conversas ficaram bastante monótonas. Além disso, do jeito que ele tá, ele quase não mostra interesse falando comigo, porque, segundo ele, já está "tão desanimado e triste com o dia" que não consegue reunir energias pra sequer falar comigo direito, por mais que considere os momentos em que eu falo com ele uns dos mais interessantes do dia (levando em consideração o quanto nossas conversas estão mais vazias do que eram antes, dá pra imaginar o quão entediado o meu amigo fica durante o dia).
É foda ver um amigo assim, muito foda. Ele não tá conseguindo se sustentar emocionalmente direito por conta própria, me diz que tenta e muito encontrar algo que preencha o vazio da vida e do dia a dia dele, mas nunca encontra muitos resultados nessa busca. Eu vou começar a apoiar mais ele nisso assim que possível, mas, sinceramente, se tentar fazer com que ele se conecte melhor com outras coisas e pessoas não funcionar, hoje eu não sei dizer o que vai.
Já recomendei ele buscar a ajuda profissional de um psicólogo (mesmo que isso signifique ter que convencer o pai dele, que não é lá o cara mais sensível e empático do mundo), mas ele se recusa e diz que não iria se sentir bem e não iria mudar nada nele falando com "um estranho, mesmo que profissional, formado para cuidar disso". Acho que qualquer ajuda de um especialista poderia sim trazer mudanças positivas, mas o meu amigo é relutante contra essa ideia e, como não posso obrigar ninguém a nada, só posso aceitar que ele não quer. Se um dia ele quiser fazer uma consulta pode ser bom, mas por enquanto não vai rolar por conta dessa falta de confiança.
Eu ainda preciso de mais tempo pra dedicar a mim mesmo e organizar melhor algumas coisas pessoais, mas, sério, esse meu amigo tá bem mal e eu não posso simplesmente me afastar agora sem mais nem menos, ainda por cima numa situação delicada dessas. Encaro isso como uma fase difícil, na qual o que estiver ao meu alcance de coisas que possa fazer para ajudar, eu vou fazer pra ajudar. Respeitarei meu tempo e minhas necessidades, claro, mas não quero que nada de ruim ou o pior aconteça.
Não acredito que meu amigo seja capaz de fazer alguma "besteira", se é que me entendem. Mas é vital pra mim dar todo o suporte possível pra que ele não chegue a um ponto desses. Não quero arrependimentos, muito menos perdas. Não quero ser aquela pessoa que abandona o amigo quando ele tá na pior.
É cansativo, as vezes me sinto perdido, sem saber o que fazer.
E ok, não é como se eu devesse saber de todas as melhores soluções sempre, é só que me preocupa o bem-estar dele. Sei que não devo me preocupar demais também, afinal, não é de mim que isso depende, mas eu posso, então quero e vou oferecer suporte, sabe?
Enfim, era só isso mesmo que eu queria dizer. Não tenho soluções prontas pros problemas, mas recebi conselhos muito legais de alguns de vocês aqui do sub no meu último post e busco fazer um bom uso deles.
Obrigado por ler até aqui.
Obrigado também a todo mundo que me deu conselhos e me ofereceram angulos de visões diferentes sobre a situação pela qual estou passando. Vocês ajudaram bastante. :)
Aceito comentários, críticas e sugestões.
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2020.11.17 00:08 Corvus_Augustus Estou na lista e espera?

Eu tenho uma amiga que conheço desde o ensino médio (2014) e desde lá nós tivemos idas e vindas com nossa amizade. Um fato importante é que nós meio que 'nos gostamos' durante o EM; quer dizer, eu gostei dela mas não sei o quanto fui importante para ela. Ela disse-me recentemente que também gostava de mim, mas eu sinto/acho que eu fui bem mais dependente e queria-a muito mais do que ela queria-me. Ela foi a primeira mulher (garota na época, eu suponho) que eu beijei, e a única até então. Esse fato marcou-me de uma forma que acho que teria-a em minha memória por um bom tempo, e talvez para sempre, pois foi a minha 'primeira vez em algo'.
O fato é que depois disso eu passei um tempo alimentando um ressentimento por ela pois não entendia o que ela havia sentido por mim; isso causou-me desistir de falar com ela por diversas ocasiões e 'encerrar a amizade'. Mas o fato é que considero-a uma pessoa agradável e até que gosto de nossa amizade, que é bem divertida ás vezes. Ela não é muito de me ouvir, o que me incomoda um pouco, mas eu tento relevar pois sei que nem todos sabem fazer tudo.
Ela é, aparentemente (pois não sei o quanto disso é/pode ser verdade), bastante religiosa e tem o costume de chamar-me bastante para visitar a igreja dela. Eu me considero (+/-) Cristão mas eu não quero, no momento, ir em igreja alguma pois sinto que preciso aprender mais sozinho antes de decidir onde ir. Não entendo a razão de 'eu ter de ir na igreja dela' é tão importante para ela e gostaria muito que ela parasse de ficar insistindo. Em nossos tempos de EM, eu sentia que ela meio que condicionava eu converter-me e frequentar a igreja dela para poder namorarmos. Tudo bem, eu entendo. Mas recentemente, esse ano, ela não queria sair mais para lugar nenhum comigo que não fosse a igreja.
Recentemente tivemos uma conversa por ligação onde fui bem honesto com ela em relação á nosso passado; eu disse-lhe que apesar de aquilo ter sido importante, e memorável para mim, eu arrependo-me muito de ter gostado dela devido ao sofrimento, e por ter atrapalhado-me nos estudos, que aquilo causou-me. Ela aparentemente ficou feliz por eu ter dito que ela foi 'importante' para mim por ter sido meu primeiro beijo e honestamente eu senti-me meio machucado por ela não ter levado em consideração que machuquei-me. Mas tudo bem, eu perdoo-a, apesar de achar que a culpa foi toda minha pois afinal quem se apaixonou fui eu.

Hoje em dia posso dizer que não penso mais nela romanticamente, e até torço muito para que ela consiga realizar seu sonho de se casar, e que seja com uma boa pessoa. Mas tem umas coisas que eu não entendo. Temos os costume de dizermos 'eu te amo' um para o outro; eu cedi isso mais pois ela fazia questão, e decidi fazer para agradá-la. Tento ser 'fofo' com ela ás vezes mas não é nada falso, eu realmente tenho vontade de agir assim as vezes. O problema é que não importa quantas vezes eu diga para ela que "não estou apaixonado por ti", ela sempre faz questão de me dizer que "me ama como amigo só" ou que "somos apenas amigos, tá?". Ela também ás vezes brinca perguntando-me se estou apaixonado por ela.
[Esqueci de mencionar que:] Desde o EM, todas as vezes que saímos nós dois, nós ficamos. Nunca combinamos isso mas sempre acontece. Todavia, na última vez que saímos eu havia decidido não ficar mais com ela. Não porque não acho legal, mas pois honestamente para mim, apenas ficar com alguém por quem não amo (romanticamente) e/ou não estou apaixonado por, não me traz prazer ou satisfação; é apenas uma satisfação de desejos carnais (não que seja ruim ou errado, mas não é o suficiente para mim, quero os emocionais também).
Nunca entendi a razão de ela fazer isso e sempre quis entender. Ela nunca deu-me uma resposta direta, como geralmente não dá ao falarmos sobre esse tema, e sempre fiquei na dúvida. Por esses dias, fui pedir conselhos para uma amiga sobre isso e o que ela falou-me mexeu muito comigo.
Minha amiga disse-me que ela age assim pois eu não sou uma 'opção' para ela, que ela tem uma necessidade e como eu supro, ela usa-me para isso. Também que pode ser que quem ela realmente quer não está disponível, ou não a quer, e eu acabo ocupando essa vaga para ocasionalmente. É como se ela desse-me uma senha e deixasse-me numa lista de espera para ver se alguém melhor aparece; é como se eu fosse um 'encosto emocional'.
Isso me deixou meio mal; eu já havia cogitado isso mas eu nunca quis acreditar e preferi acreditar que éramos de fato amigos. Eu sou meio introvertido então 'sumo' as vezes. Mas ela sempre me chama; ela sempre insiste para falarmos por ligação, para eu mandar áudio e ela poder 'ouvir minha voz', ou então para nos vermos pois ela sente saudades. Eu demoro muito mais do que ela para sentir tanta falta assim mas geralmente eu acabo cedendo para fazê-la feliz; pensava até em fazer isso com a igreja pelo mesmo motivo mas...(pandemia; sem chances vou me aglomerar num lugar).
Depois que minha outra amiga, a qual busquei conselhos, disse-me isso eu lembrei de várias coisas que aconteceram. Lembro que ela não gosta de 'ficar muito perto' quando andarmos na rua para que as pessoas 'não pensem outras coisas'. Nunca entendi isso mas sempre aceitei.
Não quero me passar por vítima; eu já 'terminei oficialmente' a amizade antes pois ela não me dava o que eu queria (me ouvir e conversar mais comigo sobre coisas que não sejam igreja/o que ela faz/ etc). Mas resolvi 'aceitá-la como ela é' e tentar lidar com isso, tentando retribuir para ela os momentos de diversão que temos ás vezes.
Mas caramba, essa nova perspectiva me deixa bastante desmotivado, e até magoado eu diria. Tem uma voz na minha cabeça dizendo-me para 'parar de frescura', mas a isso ainda me incomoda. Eu não sei o que fazer; não sei se deveria confrontá-la sobre isso e tentar saber a verdade ou se deixo para lá e tento não ligar para isso. O que sei é que, no momento, eu não tenho vontade de falar com ela.
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2020.11.16 09:23 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 5.2: Ética de Trabalho]

Olá amigos!
Hoje vamos falar do que achei interessante na ética de trabalho que encontrei por aqui.
O aviso do costume: a minha perspectiva da ética de trabalho Inglesa é colorida pela relativa peculiaridade da minha experiência: trabalhei a maior parte da minha carreira em equipas muito pequenas e extremamente especializadas, e passei para um "cushy corporate job" numa multinacional gigantesca. Muitas das diferenças que encontro devem-se provavelmente apenas a isto, i.e. se me mudasse para uma multinacional em Portugal notaria algumas das mesmas diferenças. Eu consigo discernir alguns destes casos, mas não prometo que os encontre a todos.

TL;DR

O tempo livre é sagrado

Em todas as minhas posições em Portugal acabei sempre por configurar o e-mail do trabalho no telemóvel. Dava uma olhada à noite e outra de manhã, mas geralmente evitava andar por lá fora de horas a não ser que houvesse alguma emergência. Obviamente, isso levou-me a ser rotulado de "baldas" que nunca prestava atenção. Na empresa onde trabalho agora é proibido configurar o e-mail da empresa em qualquer dispositivo pessoal. Obviamente, o objectivo da medida é proteger propriedade intelectual e não o tempo livre dos trabalhadores, mas o mero facto de ser regra diz muito acerca da ética de trabalho daqui: enquanto estás a trabalhar, estás a trabalhar; quando sais, saíste.
Isto vai naturalmente variar mais ou menos radicalmente de empresa para empresa, mas no meu caso e nos que me rodeiam (e no local onde vivo em geral) nota-se que o tempo livre e o "family time" são algo que é levado muito muito a sério e geralmente respeitado por todos. As lojas fecham relativamente cedo, geralmente trabalham-se menos horas, e há quase uma espécie de "drive" cultural para se aproveitar bem o tempo livre com hobbies, tempo de família ou actividades ao ar livre. Sim, por estranho que pareça e apesar de o tempo aqui ser uma valente merda 80% do tempo, há sempre pessoas nas ruas e nos jardins a disfrutar deles. Sentar na relva a descansar ou a comer, que em Portugal é geralmente mal visto, aqui é comum.
Em termos de qualidade de vida, esta é uma das mais esmagadoras diferenças que sinto em relação ao meu tempo em Portugal: trabalho no total menos tempo e tenho bastante mais tempo livre. Isto liberta-me tempo para os meus hobbies (viz. escrever estas paredes de texto), para falar com a família e, em geral, para descansar. Ainda no outro dia comentava com a Maria que os meus níveis de stress nunca estiveram tão baixos, apesar de agora estar longe da família. Honestamente não noto diferença na produtividade. Na realidade, na maior parte dos dias até me sinto produtivo porque sei que não tenho que fazer tempo, que o dia tem fim à vista assim que acabar tudo o que preciso de ter feito naquele dia.
Naturalmente isto não é tanto uma característica inglesa como é algo que oiço consistentemente de outras pessoas que trabalham fora de Portugal. Parece que nós temos uma queda qualquer para trabalhar horas a mais com produtividade a menos.

Títulos e formalidades

O primeiro impacto que tive quando aqui cheguei foi o talento cru dos meus colegas. Eu venho, lá está, de ambientes de trabalho pequenos, em que eu sou especialista de alguma coisa e questionado menos vezes do que devia; se não houver ninguém com conhecimentos equiparados, é muito fácil levarmos a nossa avante. Isto levava-me a conseguir fazer aprovar ideias que, bem vistas as coisas, são uma boa merda! A discussão entre colegas é extremamente importante, e era uma das coisas que eu procurava com a mudança. Aqui, os meus colegas são extremamente talentosos e competentes, a um nível que nunca tinha visto antes. Isto eleva o meu próprio nível e leva-me a procurar ser melhor, o que honestamente acho muito saudável.
Isto contrasta com outra diferença muito clara em relação à atitude geral em Portugal, principalmente no que toca à academia, que é a formalidade com que se tratam os colegas. Eu trato os meus colegas pelo nome deles, e eles pelo meu. Uns temos PhDs, outros têm só MScs, outros até ainda estão a estudar. Cada qual vale pelo que consegue fazer e pela sua contribuição, e não pelos penachos que traz do passado. Obviamente que há uma hierarquia, obviamente que eu enquanto sénior tenho responsabilidades diferentes dos estagiários e dos managers e dos execs. Mas há uma atitude de derrubar barreiras, de informalizar a comunicação e de agilizar a colaboração que, honestamente, é refrescante.
Um exemplo prático: na universidade onde estudei havia uma senhora da limpeza que estava sempre a limpar o meu laboratório quando eu lá chegava de manhã. Eu aparecia e dizia "bom dia dona Gertrudes (nome fictício), como é que isso vai?" e ela invariavelmente respondia com "vai bem, e o senhor doutor?" Ora eu nesta altura ainda não tinha o PhD sequer (e que tivesse) dizia-lhe sempre "não é senhor doutor, é UninformedImmigrant", e ela recusava-se sempre; parecia que lhe era completamente estrangeiro chamar-me pelo meu nome. Esta atitude infiltra-se por toda a instituição, desde a senhora da limpeza até ao Magnífico Reitor. Há barreiras à comunicação e uma atitude condescendente para com os que compõem os estratos hierárquicos mais abaixo, o que só prejudica o funcionamento da instituição. A hierarquia tem que existir, certo, e cada um tem o seu papel na organização. Mas as camadas têm que conversar entre si e que se entre-influenciar para facilitar os processos naturais da operação.
Isso está completamente patente na empresa onde trabalho. Eu tenho a possibilidade de interagir directamente, informalmente, com pessoas 3, 4 níveis acima de mim na hierarquia e de ver as minhas preocupações, ideias e opiniões levadas a sério. Do mesmo modo, peço feedback aos estagiários acerca de trabalho técnico que até poderia estar fora da esfera deles; mas a opinião ingénua tem muito valor também. Conseguem sinceramente imaginar um professor catedrático a pedir uma opinião honesta a um aluno de licenciatura? A mim custa-me.

O valor da retrospectiva e do processo

Quem se formou em áreas técnicas (engenharias e afins) provavelmente teve uma cadeira de qualidade lá pelo meio e achou aquilo uma valente merda. Source: sou formado numa dessas áreas, tive uma cadeira de qualidade lá pelo meio e achei aquilo uma valente merda.
Quando se chega ao mercado profissional num meio pequeno, na academia ou em start-ups, a qualidade vai janela fora. "Como assim queres passar 2 semanas a afinar isso? Fazes em 2 dias, e se der segue para a próxima." A qualidade do trabalho fica inerentemente limitada pela extrema escassez de recursos. As coisas aparecem feitas com qualidade "suficiente", mas nunca se olha para trás, nunca se aprende com os erros e, acima de tudo, nunca há aquele orgulho de "epa esta merda tá incrível", apenas um conformismo com o "foi o melhor que consegui fazer em 2 dias".
Obviamente que o tempo é um recurso, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Uma ferramenta particularmente interessante é a da retrospectiva. De vez em quando, um tipo pára o que está a fazer, idealmente em momentos de natural cadência no trabalho, olha para trás e pergunta "então esta merda que eu ando aqui a fazer, podia ser melhor?" De notar que a pergunta nunca é "isto está bom?" mas sim "o que é que posso melhorar?" O foco não é em avaliar o que foi feito, mas sim em encontrar aspectos que ainda podem ser melhorados, independentemente do sucesso (ou não) anterior. Ora isto foi uma mudança radical para mim, e noto que só por si tem um impacto muito positivo na qualidade e modo de entrega do trabalho. E é extremamente fácil de aplicar e muitas áreas diferentes!
Trabalhar numa equipa maior significa, naturalmente, uma maior carga administrativa e burocrática no trabalho. É simplesmente o preço que temos que pagar pelo trabalho em equipa; por exemplo, os meus colegas têm que ser capazes de pegar no meu trabalho se eu for de férias, logo tem que existir um registo mais ou menos cuidado do que é que estou a fazer e porquê. Eu já sou organizado por natureza, mantenho logbooks, calendários e notas, mas nunca o tinha feito de uma forma colaborativa, nem tinha compreendido o poder dessas ferramentas quando aplicadas para a coordenação estreita de uma equipa.
O tal "processo", a metodologia através da qual organizamos o nosso trabalho individual e em equipa, é a ferramenta que engloba tudo isto e muito mais. É um conjunto de regras que vamos afinando ao longo do tempo, que sabemos que têm um preço em termos de tempo, i.e. que demoram tempo todos os dias a seguir, mas que no cômputo geral da operação nos permitem ser mais eficientes. Eu sinto que falta de processo e de formalidade úteis era das maiores falhas no meu trabalho em Portugal. Claro que na Universidade havia processos administrativos para tudo, mas esses são lentos e inúteis, e no trabalho técnico havia processo a menos (às vezes até por contraste).

A iniciativa enquanto motor de mudança

Quando se trabalha numa equipa giganórmica, há muita adaptabilidade à capacidade de entrega de cada um. Os objectivos são estabelecidos a um nível não-individual, e cada indivíduo entrega como consegue. Obviamente que isto tem consequências a nível de reconhecimento, salários e promoções; por outro lado, uma pessoa não é necessariamente mal vista ou até despedida porque tem uma entrega inferior, menos volumosa ou que requer mais atenção. Simplesmente é um indivíduo diferente com uma contribuição diferente. Ressalvamos, obviamente, os casos extremos.
Há muito tempo intersticial. Quanto mais interacção se requer entre indivíduos ou equipas, mais tempo se "perde" a esperar respostas ou desbloqueios. É simplesmente essa a natureza do animal: ninguém responde instantaneamente, e é impossível prever todos os bloqueios a priori.
Há, portanto, um espectro de "empenho" no qual nos podemos voluntariamente colocar. Eu, por exemplo, faço questão de andar na crista: entregar melhor, mais depressa, com mais visibilidade. Quero ter reconhecimento de todas as partes e ser visto como um profissional de topo. Por outro lado, colegas meus claramente não têm essa ambição; são bons profissionais, sólidos no seu trabalho, mas têm filhos e casas para pagar e mulheres para aturar e já não são novos para correr atrás de certas merdas.
Portanto tomar a iniciativa de nos darmos a certos trabalhos é um factor muito mais relevante do que esperava. Como não tenho todo o tempo ocupado a 100%, posso dar-me ao luxo de fazer pesquisa, de chatear colegas com problemas que para mim são novos, de esmiuçar o processo e encontrar novas formas de resolver certos problemas, e por aí fora. Este tipo de atitude é bem-vinda, e tende a levar a mudanças substanciais. Naturalmente, os autores deste tipo de trabalho são recompensados. Isto leva a um sistema interessante de "build your own job" em que sou livre de seguir mini-projectos de paixão pessoal dentro da empresa, tentando moldar as coisas mais à minha imagem e contribuindo com a experiência que trago para melhorar as condições de todos. É uma boa sensação ver que este tipo de coisa é apreciada e vista positivamente.

Conclusão

Até agora dou a experiência por muito bem sucedida, e considero que aprendi muito. Consegui libertar-me de algumas ideias que trazia fixas (demais) e fazer-me valer de alguns valores que já tinha pensado e interiorizado antes de me mudar. Vamos ver se continua a resultar!
Abraços!
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2020.11.13 15:30 shrin1807 Só lê por favor.

Para contextualizar eu apenas tenho 14 anos. No início desse ano eu fui para um colégio novo, porém não foi por minha escolha, mas sim pois meu padrasto e minha mãe achavam que o "método de ensino era melhor para mim". Nos 2 meses que eu tive de aula presencial (antes da quarentena) eu não fiz nenhum amigo.
O meu padrasto falava e ainda fala que "este é o colégio mais difícil da cidade", isso não era verdade, pois a única prova que fiz presencialmente parecia prova do fundamental 1. Porém o que realmente me irrita é o fato que os professores parecem ter "medo" de dar notas baixas aos alunos que não fazem trabalhos, pois ao invés de apenas dar notas baixas aos alunos irresponsáveis eles aumentam o prazo de entrega dos trabalhos, e quando falo pro meu padrasto que essas coisas acontecem ele fala "é só ignorar", mas como que eu irei ignorar o fato de que pessoas que fazem os trabalhos um mês depois da data limite ganham a mesma nota que pessoas que deixam de ver seus amigos para fazer trabalhos? Enfim, me sinto desvalorizado.
Falando sobre amigos. Já que não fiz amigos no colégio novo a única coisa que tenho são os antigos, que não costumo falar por call com frequência, e a cada 2 meses eu consigo ir na casa de um deles, porém, sempre eles postam suas conversas longas e diárias, e seus encontros semanais. Me sinto abandonado.
E nesse ano meu padrasto colocou no meu celular um app chamado "Family link", nesse app os pais podem limitar o tempo de celular dos filhos (quando chega no horário limite o celular fica em uma tela onde você só pode fazer chamada de emergência), podem ver o histórico do celular, e podem desabilitar aplicativos (fazendo com que os filhos não consigam abri-los). Eu não entendo por que eu preciso desse aplicativo pois sou um dos melhores alunos da minha sala, e quando pergunto ao meu padrasto o motivo de eu precisar usar esse aplicativo ele fala que se não tivesse esse app eu ficaria muito tempo no celular, falando basicamente que se não fosse ELE eu não seria um bom aluno. Basicamente , ele não confia em mim (minha mãe concorda com ele então ela não confia no próprio filho). Minha mãe me pressiona para que eu vire um juiz, não ligando para o que eu quero, e minha irmã postiça me xinga, fala mal de mim, me humilha, e apenas liga para o que ela quer, e mesmo assim o meu padrasto passa a mão na cabeça dela.
Eu não sei o que eu quero, minha mãe me força a querer ser juiz. Mesmo sabendo que eu provavelmente serei outro juiz que ganha muito mas não vê sentido na vida eu finjo que isso é o que eu quero, já que quando demonstro que isso não é o que eu quero ela tenta me convencer que aquele é o melhor caminho a seguir. Meu padrasto me força a ser cristão e HOMOFÓBICO, ele LITERALMENTE SENTE NOJO DE GAY e quer que eu seja assim, minha irmã postiça apenas me humilha e fala mal de mim para os outros, a única coisa que eu realmente me sinto feliz em fazer é jogar videogame, porém sempre minha mãe e padrasto falam que eu sou viciado e que aquilo atrapalha o meu futuro.
Estou tentando fugir disso mas não consigo, já tentei conversar com eles mas não funcionou, estou com medo de meu futuro ser apenas ser "um tijolo no muro".
Se conseguirem me der dicas eu agradeceria, obrigado pela atenção.
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2020.11.08 04:19 DavidDBurkhart Perdido sem saber oque faço.

Bom, não sei muito bem por onde começar, mas sei que eu preciso desabafar, sempre tive a vontade de ir a um psicologo mas sempre tive alguns problemas com isso, mas pretendo encontrar algum após toda essa pandemia acabar.
Realmente sinto a falta de alguém para conversar algumas coisas, tenho meu pai, mas infelizmente ele está passando por uma fase de ser MUITO religioso a ponto de qualquer coisa que eu fale ele me diz para conversar com Deus, peça a Deus e todo esse papo religioso, tenho uma certa crença no deus cristão mas me considero agnóstico.
Tenho minha irmã que sempre foi boa comigo e cuidou de mim desde muito novo quando nossa mãe nos largou, não tenho palavras para agradecer a ela que largou tudo por mim, e é apenas isso que me motiva, tentar trazer algo melhor para ela, tentar recompensar ela de alguma forma.
Mas oque eu realmente queria dizer aqui é que, eu cansei de ser quem eu sou, nunca tive problemas em ser pouco sociável estava tranquilo com essa minha decisão.
Mas eu cansei disso, vou fazer 20 anos e to em um emprego que eu GOSTAVA mas ja to de saco cheio disso, ganhar pouco, atender cliente chato, fazer coisas chatas, mas tudo bem né, todo emprego eu imagino que seja assim
Quando eu paro pra pensar oque eu quero fazer não me vem nada na cabeça que eu goste, acabo achando tudo muito chato no final, muito tedioso, tudo mesmo, até oque eu mais faço que é jogar, eu acho tedioso fazer isso de uma forma mais "profissional".
Ja tentei fazer varias coisas, tentando por 1h, 1 dia, 1 semana, 1 mês, sempre forçando algo, eu tento, tento mesmo, mas nunca desperta algo em mim que faça eu realmente querer fazer aquilo, mesmo eu sabendo que não posso escolher oque quero, sabendo que eu apenas tenho que fazer algo, mas não consigo, fico estagnado, sempre chega uma hora de algo que eu estou tentando fazer e simplesmente não consigo mais.
Me lembro de algumas coisas que eu li, dizendo para encontrar algo que goste de fazer e se entregar ao máximo naquilo, mas esse é todo o problema, eu não faço a minima ideia do que pode ser feito, mesmo que seja algo MUITO alem da minha imaginação, sempre fui muito pé no chão, sem sonhos não reais, e até mesmo por isso já pensei em muitas coisas que são fora de minha realidade mas por mais irreal que seja, não encontro nada.
Bom, eu sempre tive problema com disciplina, e eu acho que esse é o meu maior problema, sempre fui um procrastinador nato.
Mas desde o ano passado que eu venho tentando mudar isso. ano passado fiz CESEC e consegui concluir uma parte dos estudos no final de 2019 e estava para terminar o resto nesse ano e por um pouco de procrastinação e falta de sorte, bum, quarentena adiou meus planos de tentar concluir os ensinos esse ano e tentar fazer algo presencial para tentar aprimorar minha disciplina.
E como eu deixei isso aconteceu comigo?
Desde muito novo eu não gostava de ir a escola, e meu pai que estudou apenas até o quarto ano nunca fez muita questão de eu ir a escola, então quando eu dizia que não queria ir ele sempre deixava, não culpo meu pai por isso, sei que é culpa minha, mas poxa, eu tinha 07 - 09 anos, acho que a maioria das crianças não gostam de ir pra escola nessa idade, então eu fui criando essa falta de disciplina.
Fui reprovado um ano por causa das faltas que eu tive, e no ano seguinte, em junho/julho acabei perdendo mais um ano por causa do falecimento da minha mãe, mesmo que ausente na minha vida, o pouco convívio que eu tinha com ela beteu um pouco forte.
Apos isso minha outra irmã por parte de mãe me convidou para morar com ela e estudar, meu pai aceitou, eu aceitei e foi muito bom, eu adorava a nova escola, adorava os amigos que eu tinha la foi uma experiencia muito boa, que eu sinto muita falta de não ter continuado estudando la, após 2 anos morando com minha irmã eu voltei para a casa do meu pai, voltei a estudar na escola na qual eu estudava quando mais novo, e não demorou muito para eu voltar pra minha rotina de faltas, porem desta vez fui mais moderado não faltando muito para poder passar de ano.
Sempre tive muita vergonha da minha casa, pois não é muito bem uma "casa" e para mim, criança/adolescente não era muito legal pensar em chamar algum amigo para ca, ou algo assim fazendo com que eu não tivesse um vinculo fora da escola com algum amigo.
Um amigo muito próximo meu teve que sair da escola e eu acabei ficando muito sozinho, naquele tempo eu infelizmente não tinha o pensamento de hoje e como eu ja não gostava de estudar, isso fez com que eu fosse parando de ir cada vez mais, até que eu parei de ir a escola e nunca mais voltei. assim que eu sai eu tinha contato de alguns "amigos", mas que foi se perdendo, por culpa minha, insegurança, autoestima, essas coisas.
Ficando cada vez mais fechado e caindo na rotina de trabalho/casa, e como eu disse acima, eu estava tranquilo com isso, até um tempo pra atrás que eu percebi oque eu avia perdido, perdi toda uma adolescência, socializar, sair com os amigos, uma namorada ou algo assim, e isso bateu muito forte em mim, percebi tudo oque eu avia perdido e agora eu me encontro aqui, 19 anos ainda virgem (mas considero isso o menor dos meus problemas, não fico muito nessa paranoia), sem nenhum amigo ou colega, sem a minima noção do vou fazer da minha vida seja em trabalho ou pessoal e financeiramente fodido sem poder contar com pai ou família.
E eu não sei oque faço, parece que a cada dia isso vai ficando maior e maior, só vai aparecendo problemas em cima de problemas e eu não faço a minima ideia de onde começar pra arrumar toda essa cagada que eu construí.
Essa é a primeira vez que eu "falo" sobre isso de alguma forma e só de ter escrito esse texo ja sinto um certo alivio de finalmente esta desabafando isso.
Desculpa ae pelo textão e os erros no português.
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2020.11.03 14:03 Andrew_Gleyck Preciso muito desabafar. Infelizmente perdi uma amizade com uma pessoa que gostava MUITO.

Não sei nem por onde começar a falar. Olha, meses atrás minha irmã veio morar aqui perto de casa e ela tem dois filhos, uma menina de 6 anos e o menino de 12 anos. E assim, eu nunca havia conhecido minha sobrinha (meu sobrinho eu já conhecia) e fiquei muito feliz por minha irmã se mudar pra lá por que aí eu poderia me aproximar da minha sobrinha, e de fato consegui isso, nos tornamos grandes amigos. Tornamos tanto amigos que quando eu não ia na casa da minha irmã, minha sobrinha ficava o dia todo perguntando por mim, onde eu tava, por que eu não tava indo lá, uma vez cismou que ia morar comigo e sempre me chamava pra dormir na casa dela, etc. Eu tava tão, tão feliz com isso que nem sei como descrever.
Mas, aí que começou algo que eu nunca pensei que poderia acontecer. Meu sobrinho vendo que sua irmã tinha se apegado tanto a mim, sentiu ciúmes e raiva e começou a inventar mentiras para a menina ter raiva de mim. No começo ela ficava com raiva de mim por alguns dias, mas logo voltava a conversar comigo, então não ligava muito, apesar que eu ficava chateado com isso. E dava para ver no meu sobrinho que ele ficava alegre em ver minha sobrinha assim comigo.
Isso me desapontou muito e perdi totalmente a confiança nele. Eu gostava muito dele e sempre dava atenção aos dois, mas ele teve que deixar o ciúme possessivo e a raiva o cegar. Agora realmente não gosto mais dele e nem quero conversar com ele, não desejo mal a ele, mas não me sinto bem perto dele de jeito nenhum.
A mãe dele conversou com ele e até pensei que tudo voltaria ao normal, mas não resolveu e continuou as mentiras. Ficamos nesse vai e vem por meses e agora, minha sobrinha que tanto gostava de mim, nem liga mais pra mim, ontem foi aniversário dela, levei um presente para ela que ela havia me pedido meses atrás e ela rejeitou e nem quis conversar comigo. Isso me abalou muito mesmo. Ela só aceitou porque a mãe dela pediu...
As pessoas podem falar que isso é uma raiva de criança passageira, mas não é, mesmo ela tendo 6 anos. Ela já ficou com raiva algumas vezes, mas até se desculpou por vontade própria. Agora não, ela realmente me odeia e disse que não somos mais amigos. Ela vem dizendo isso quase um mês. Sinto que de fato perdi nossa amizade linda que tínhamos por causa do irmão dela que a influenciou com isso. Tô muito triste com isso e não sei se um dia vamos voltar a sermos a amigos. Eu não sei se fiz alguma coisa a ela, por que eu sempre a tratei tão bem. Sempre tive um carinho forte por ela.
Talvez as pessoas achem ruim eu dizer isso, mas meu sobrinho tá plantando o mal com essas atitudes dele e dia ele vai colher o que plantou. E de fato quero manter distância dele por que não gosto desse tipo de pessoa tóxica.
Não sei o que fazer mais. Preciso de um conselho.
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2020.11.02 05:04 meioautista Ajude a descabaçar uma pessoa com traços de Asperger

TLDR: Eu tenho dificuldade em me relacionar com as pessoas e queria saber como consigo transar com alguém, no início do ano eu fiz um perfil mais comum no tinder e consegui perder o bv, parece ser bastante para alguém que tava zerado mas ainda me sinto bastante longe do objetivo, agora que a quarentena tá mais frouxa tentei criar um outro perfil mais honesto e direto no tinder do tipo "sou meio autista e só queria perder o cabaço" sem fotos do rosto, mas só recebo likes de homens com perfil de mulher ou de gente muito longe, será que consigo algo como no primeiro perfil se colocar fotos normais do rosto com essa bio mais direta ou vou estar me expondo muito?
Oi, venho aqui hoje pedir uma ajuda para essa comunidade com uma coisa que me incomoda de vez em quando, por conta de uma série de motivos nunca consegui transar com ninguém, sou homem e já tenho 23 anos.
A primeira dificuldade com certeza é minha personalidade peculiar, me sinto muito bem sozinho e relações com outras pessoas para mim sempre foram jeitos de não parecer tão alien e ter uma convivência facilitada nos meios sociais, me dou bem com as pessoas e por isso consigo alguns atalhos na vida tipo ser indicado para um estágio, ou ser uma pessoa que os outros gostem de ter por perto para conversar, mas isso para mim sempre foi trabalho de muito esforço de tentar ser normal, eu não necessariamente gosto de agir assim, na verdade sempre chego em casa muito cansado por conta disso. Já a segunda dificuldade é algo mais concreto, vivo com minha família numa casa bem pequena e por isso nunca tive a liberdade de poder transar com alguém aqui, não que eu conseguisse isso mas acho que vocês entenderam.
Eu não vejo muito sentido em mentir, e em toda roda de conversa que eventualmente vai para o sexo acabo dizendo sem problemas que nunca transei (isso quando questionado, já tenho o molejo social de não sair dizendo toda a verdade o tempo todo). E por algum motivo sempre me incomodou o jeito que as pessoas lidam com isso, "Como pode um homem sem ligação com religião de quase 25 anos nunca ter feito algo tão básico?" de todas as peculiaridade que eu tenho parece que essa é uma das que quase sempre me fazem sobressair em relação aos outros e parecer um alien.
Quando eu tenho um objetivo normalmente invisto bastante tempo nele a fim de ficar bom, então coloquei essa ideia na minha cabeça "quero transar antes de me formar", isso foi no início desse ano quando baixei o Tinder e comecei a melhorar o meu papo, consegui uns encontros antes da pandemia mas tive uns problemas tipo: 1) Dificuldade enorme em entender sinais 2) Bloqueio físico de agir de acordo com sinais e não sobre o que está sendo dito 3) Não morar sozinho.
Primeiro fiz um perfil mais normal só sugerindo ir na praia ou algo assim e foi com esse que eu consegui os encontros, para minha surpresa o primeiro foi com uma menina um pouco parecida comigo, ela era introvertida e parecia bem tranquila, tivemos uma tarde massa na praia e fui para casa, conversei com ela umas vezes depois online e ficou nisso. Eu me senti completamente esquisito e travado fisicamente de ter qualquer iniciativa como dizem, eu não entendo o conceito da pessoa querer ficar com outra sem explicitar isso, como na bio dela tava que ela queria amizades eu fui nesse intuito mesmo, para tornar algo mais normal eu sair com mulheres, depois uns amigos ficaram me falando que tem uma série de códigos mas eu desisti de entender isso, a coisa que eu mais odeio é ser desconfortável pros outros, e parece que faz parte de ter iniciativa talvez lidar com isso.
O segundo foi uma série de encontros na verdade porque a mulher parece que gostou de mim, ela não era da minha cidade e tava aqui apenas por uma semana com uns familiares. Eu basicamente repeti o primeiro encontro e cheguei em casa meio desanimado por que eu não parecia estar evoluindo nessa trava. Mas ela me chamou para sair outras 3 vezes, e na última ela finalmente perguntou se tinha algo de errado comigo porque ela não cansava de me dar "sinais" e eu não fazia nada, expliquei para ela um pouco e ela decidiu me pegar por conta própria, foi com ela que eu perdi o BV, a menina ficou me pegando por uma hora em público e eu meio desconfortável apesar dela beijar bem. Não rolou nada mais que isso porque já era o último dia dela e não tínhamos privacidade, e foi ai que eu fiquei meio bravo com a minha falta de prática, eu fiquei tremendo como um galho quando ela começou a avançar para as minha partes baixas quando a pegação ficou mais caliente, sinal de que preciso sim de alguma prática nisso.
Enfim, aí veio a pandemia, segui usando o Tinder para melhorar meu papo mas sem encontrar ninguém (tiveram umas duas doidas que queriam encontrar mesmo na quarentena) e agora com a quarentena mais frouxa me sinto sem prática e criei um perfil novo um pouco mais direto, sem fotos do rosto e com algo do tipo "sou meio autista e só queria perder o cabaço", mas só recebe like de homens em perfil de mulher ou de gente de longe, pensei em fazer um perfil com fotos normais e essa descrição mas não sei se estou me expondo demais.
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2020.10.30 14:11 WhiteArchangel Talvez a pior decisão da minha vida.

Cheguei até aqui pois não aguento mais pensar sobre faculdade. Estou frustrado comigo. Sai de uma faculdade de direito pois não estava pagando e nem gostando, meu pai que pagava. Mas vendo a realidade dele vi que ele não tava dava conta e não queria pagar pq achava que não serviria. Bem, no começo eu ate tava me interessando, mas depois resolvi sair, desandei. Antes de sair, até mesmo consegui um trabalho como jovem aprendiz que me pagava meio salário mínimo, dava pra pagar a bolsa de %50, mas sai do curso. Não queria ficar lamentando por nada, então resolvi reagi, paguei um psicólogo pois estava muito ansioso, deprimido, tinha terminado o namoro, também ficava pensando no passado. O psy me ajudou, meus amigos também, e consequentemente estava pensando e planejando meus próximos passos(meu deus). Alem de direito, pensava em psicologia, e com o tempo consegui uma bolsa, de 50% de novo. Dessa vez minha mãe queria pagar e uma tia distante também, e a faculdade era mais cara, 700. Resolvi me ingressar e começar. meu tempo como auxiliar tinha acabado e não fui efetivado estava mais uma vez a procura de trabalho. Não estava mais pagando o psy, e tudo bem, estava melhor. Comecei a faculdade gostando mais e mais e ao mesmo tempo, sem parar, procurando trabalho. As vezes me desentendia com meus pais principalmente pq não estava trabalhando. Tinha dias que minha mãe chegava cansada do trabalho e me via em casa e vinha discutir comigo, mal sabia ela que as vezes ficava o dia inteiro fora ou em sites de emprego. Sim, procurava dialogar com os dois, e com a chegada da pandemia, foi horrível. Comecei a procrastinar, não conseguia estudar direito e não estudava literalmente com o tempo, pensava e queria trabalhar. Agora me deparo em uma situação na qual estou querendo sair da faculdade de novo e dessa vez fazer o possível para arumar um trabalho, me sinto preso a essa situação de estarem pagando para mim, mesmo depois deu ter procurado conversar e ate mesmo ter sido efetivo as conversas as vezes. Me sinto frustrado por estar confuso, se foi a pandemia que me afetou, achando que no final não quero esse curso, pq se eu quisesse, continuaria com tudo. Ando muito triste, achando que fiz as coisas com pressa, meu deus. Fico a maior parte do tempo em casa calado, não conversamos muito, só quando é realmente preciso. esta semana ando direto com dor de cabeça, choro as vezes, penso no que fazer, não to com saco pra estudar. em um momento do passado ficava com pensamentos suicidas, eles voltaram, mas repulso esses pensamento, mas agora to cansado velho de verdade. Fico lembrando das entrevistas de emprego que não consegui, e só faço emagrecer com o tempo. Acordava as 5da manha para me exercitar e preparar o café para todos da casa, e as vezes estou com uma preguiça enorme. Tem 3 apresentações para fazer na faculdade que esta nessa poha de ead e estou literalmente desabafando aqui. Não sou de me abrir sempre, serio, mas, estou confuso, estressado, angustiado. Meu pai tem um carro e vai se aposentar, as vezes penso em pegar o carro e rodar uber, ele é taxista. Sempre fui de ir atraz de uma solução, mas agora me sinto cansado, e confuso, falo com meus amigos fingindo estar tudo bem, para não preocupar eles, nem meus pais. Me sinto frustrado, triste por saber que tem pessoas pagando pra eu estudar e eu estar pretendendo sair mais uma vez de faculdade. Sei que é um privilegio. Bem, literalmente desabafei aqui. Me sinto cego e confuso. 23 anos. So queria trabalhar, ter uma renda e viver minimamente bem. As vezes acho que deveria literalmente trancar, dar um tempo para mim pq acho que fiz tudo com pressa, talvez estudar sobre educação financeira, investimentos etc, e estudar o ingles que era algo que tava me interessando e que tinha deixado de lado, estudava por conta própria, e prourar um trabalho, só que dessa vez com calma, não sei. Como falei me sinto cego e confuso. Só queria fazer algo para minha vida. Cara, que vergonha de mim.
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2020.10.28 03:22 Thefoolcrism Eu sou de Campinas,SP E FUI CHIFRADO POR UM FUCKIN CARA DO AMAZONAS

Bem tava tudo indo de boa e tal,eu e ele conversávamos até q chegou uma hora q ele resolveu meu falar algo,eu todo curisoso levei toda minha atenção a isso kk Ele me disse "Entao....eu meio q to namorando com um outro cara tbm,ele me ajudou a sair de crises" (ele tem depressao e várias outras coisas) Eu ,sem pensar eu decidi apoiar,mas com um pouco de desconforto Ele me convidou a conhecer ele, msm n querendo eu aceitei, conversamos e tal,foi bem tranquilo Uns minutos dps,ele me fala,"ah meio q a gente ja trocou varias fts sabe.." Logo eu fiquei MT constrangido,com raiva,com medo do q poderia ter acontecido entre eles "Ah....ent...eu meio q estava em um poli amor" Isso me desabou, meu namorado ja estava com uns outros dois ao mesmo tempo (os dois caras eram um casal) Ah até ai ja ta um pouco esquisito e tal Quando meu namorado fala "Ah é q...aconteceu uma coisa....o namorado dele sumiu,ent 3u decidi namorar com ele...." Krl,quem que faz isso Ahh o cara dele simplesmente sumiu do nada...ent eu vou ficar com ele para ele n ficar triste,esse foi basicamente o pensamento dele Nós ja estávamos juntos a uns 3 ou 4 meses +/- E ele faz isso,namora com outro sem eu saber Eu larguei meu celular, fiquei triste pra krl
Ai vem a minha amiga (uma amiga próxima) pega meu celular e vê as msg Ela decide pegar o numero do meu "namorado" e conversar com ele Passou um tempo,voltei Peguei meu celular E recebo as msg dele "vc ta bem?" "Pq está chorando?" "Amor,preciso de um tempo sozinho" "desculpa" "desculpa,mas é possivel q eu n volte mais"
Nessa hora eu desabei no choro,meu mundo estava acabado,meu namorado tinha ido embora e tbm ainda tem a chance dele ter....ehh...se matado... Eu pensei seriamente em desistir de tudo sabe... Mas meus amigos me ajudaram com isso...me apoiaram,e conseguiram me deixar felizes kk Ai vem minha amiga na hora q ela tava conversando com ele e fala "amigoooo ele n te ama,ele ta te usando" "ele usa a depressão como desculpa pra tudo" "ele só te usava para tapar o buraco dele,ele n se importa d vdd com vc" Bem Como esperado eu chorei mais ainda kkk Mas ela começou conversar cmg,me ajudou a entender td oq estava acontecendo nesses meses Eu sou aquelecara q tipo,pode estar triste mas finje estar feliz para os outros n se preocuparem cmg Penso mais nos outros do q cmg msm Mas agr eu mudei essa visao Eu tenho q me preocupar cmg primeiro,me colocar em prioriade Pq se n,os outros podem acabar te usando,te machucando,te maltratando
Bem,foi isso kk Eu quase n uso o reddit,meu amigo me recomendou esse lugar aqui para eu desabafar,poderia me sentir melhor,e aqui as pessoas n julgam umas as outras kk Mt obg se vc leu até aqui,muito obrigado de verdade <3
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2020.10.26 13:02 rufus_o_cacto Esquemas de pirâmide

Meu cunhado já participou de uns três esquemas de pirâmide. Perdeu todo o dinheiro todas as vezes. Na última vez, no início do ano, ele ficou numa situação de não ter dinheiro nem pra comprar comida e eu tive que ajudar porque não queria que minha irmã passasse fome. Agora minha irmã tá grávida. Por causa disso, várias pessoas o ajudaram a se reerguer. Ele ganhou um carro (porque perdeu o que tinha pra pirâmide) e material para construir uma casa. Ela está ficando descente.
Porém, ontem, ele veio conversar comigo sobre uma "oportunidade".

Ele: o que você acha de uma coisa que cê investe 150 reais e lucra 6 mil no mesmo mês?
Eu: acho que é golpe ou esquema de pirâmide.

E daí ele começou a falar que não é esquema de pirâmide, é marketing multinível. Eu só preciso entrar com R$ 150 na rede dele e conseguir mais 12 amigos que entrem na minha rede e pronto, vou ter 6 mil reais pra cada 150 que eu investir.
E eu lhe falei que isso não é algo sustentável. Só se sustenta enquanto tiver pessoas entrando e os últimos vão perder dinheiro. E ele respondeu que não. Que é como qualquer outra empresa que eu participo (eu sou sócio de umas empresas), e que sempre vai ter gente entrando porque tem 8 bilhões de pessoas no mundo. Basta conseguir apenas 12 amigos, ele disse, e cada amigo precisa conseguir mais 12. E, no terceiro nível, você já tem 6 mil pra casa 150 que investir!
Peguei a calculadora: log de 8 bilhões na base 12. Deu 9 e uns quebrados. A pirâmide completa só pode ter 9 níveis, no máximo, e cê quer que eu construa três deles?, mas a resposta foi: não são só 9 porque tem muita gente no mundo. 8 bilhões. Ele não entende muito de logaritmos, nem de matemática em geral.
Eu não sabia mais o que dizer. Nas outras vezes que ele entrou nessas coisas, eu o avisei logo no começo que não tinha como dar lucro. Ele não acreditou em mim. Do que adianta avisar de novo?
Ele viu minha expressão de desistência e deve ter achado que estava me convencendo porque continuou: veja, tem muitas empresas de marketing multinível aí. Há anos. Como é que elas não quebraram? Não quebram porque dão lucro!
E eu: a pirâmide sempre dá lucro pro dono dela, quem perde dinheiro é quem está na base. Como você.

Então ele pensou por meio segundo, talvez estivesse buscando na memória alguma resposta pra isso, alguma coisa que ele viu nas aulas que o pessoal da "empresa" dá. Bom... A oportunidade está aí pra quem quiser aproveitar. Se você não quer, não posso fazer nada.

___
Eu sinto muito pela minha irmã (que não vai se divorciar dele por motivos religiosos; ela é bem extremista) mas, dessa vez, não vou ajudar quando precisarem.
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2020.10.24 01:57 ImmediateTrash4053 Vida depressiva

Tudo começou em 2015 com uma mentira espalhada pela minha ex e as amigas primeiro q eu era talarico e depois que eu era estuprador( mesmo sendo virgem eu era estuprador) tudo isso por causa do cara que queria fazer de tudo para que eu terminasse com ela pra ele pegar meu lugar... Infelizmente ela terminou comigo, mas as amigas e amigos dela nao desistiram, queriam fazer inferno e praticavam bullying como crianças com meus amigos, de caçoar a tentar empurrar de escadas. Eu tive depressão nessa época e não sabia, tudo era novo para mim, foi meu primeiro relacionamento de verdade e a primeira vez q fui chutado... Passaram se os anos e fui conhecendo outras pessoas, chego em 2017 e me deparo com uma menina que era perfeita aos meus olhos, ficamos até o início de 2020 juntos, terminamos por várias vezes e todas ela ficava com alguém, esse famoso tempo que se fala... No meio de 2018 eu perdi meu emprego e como morava com minha mãe eu ajudava na casa, ela cobrava dinheiro, fiquei desempregado e ela me expulsou! Com 600 reais, resto do acerto do último emprego eu aluguei uma mini kitnet, era um quarto com banheiro, e eu vivi sozinho lá, e minha namorada por ser mto oprimida em casa não saia para me ver mesmo eu sendo vizinho dela nesse momento, nessas idas e vindas passei por dias... Meses... Com fome, sede, melancólia... E tudo só ia piorando foram Natal, ano novo, festas que eu via da minha janela, sozinho com as luzes apagadas, todos vizinhos comemorando e eu sem ter nem o que comer no natal e ano novo... E sabe quando você acha que n tem como piorar? Mas piora... Arranjei um emprego ao mesmo tempo que entrei na faculdade, mas a mulher do RH me chamou pouco depois de 1 mês falando, Servente de pedreiro não tem que estudar, você escolhe um ou outro, pois eu tinha faltado um dia pra me inscrever no curso que tinha sede em outra cidade, mesmo com comprovantes que estava la me matriculando no curso que era EAD não teve jeito, ainda ouvi comentário dizendo, fulano estuda e n falta ( fulano estuda na mesma cidade pagando, eu passei por mérito no prouni em primeiro lugar no curso de Ciências Contábeis, mas era em outra cidade para me inscrever) Pois bem mudei de faculdade, fui para uma Federal, e acham que melhorou? Não... Não melhorou, eu estava ainda naquele lugar com cheiro de morte, e aonde tentei suicídio várias vezes, aonde dormi para não sofrer com a fome, e mesmo sem comer fiquei com 100 kg, por estar muito sedentário e comer raramente sem o metabolismo funcionar... Consegui que a faculdade me desse um lugar na casa sedida pelo governo, me mudei, fiz colegas, mas logo comecei a dividir quarto com um rapaz que fez todo inferno na minha vida neste início de quarentena, que achou que como não gostava de mim podia doar meu guarda roupa, meus tênis, tudo que tinha, pois não estava confortável comigo no quarto. Até hoje não resolvi isso, não consegui mudar de quarto nem de casa por falta de dinheiro. Começa a quarentena, meu pai pega Covid e morre. Meu pai que mesmo ficando brigado comigo as vezes era meu alicerce, minha força. Ele se foi, e eu percebi que realmente tudo está fadado ao pó, hoje me encontro sozinho novamente, sofrendo com a depressão e a solidão por não ter ninguém na minha vida. Ninguém pra me apoiar e nem pra conversar, coisa que sinto que preciso, tenho imensa dificuldade de conversar com as pessoas, estou com baixa auto estima por estar acima do peso, e já não sei mais o que fazer e pra onde seguir. Tudo sumiu novamente e eu estou cansado de começar do 0, sozinho, com dificuldades, com a dor, e todo resto. Cada um sente sua dor meus amigos, o que pode não ser tão pesado para você pode ser um fardo pesado para os outros. Eu perdi tudo na minha vida 3 vezes Além de coisas que não descrevi neste texto. Espero que todos tenham ótimos dias pela frente, o futuro não a nós pertence, nao podemos decidir o que acontecerá, mas tenho fé que tudo vai melhorar. Agradeço a quem ler, talvez entenda algo... Peço desculpas pelo textao Mas é isso!
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2020.10.23 06:05 aleatorio_94 Qual o real motivo para continuar vivo?

Pois é, estou com quase 30 anos, não tenho 1 real no bolso (pois nem conta em banco tenho) Moro com minha mãe e dependo dela financeiramente pra tudo, os poucos trabalhos que tive eram mal remunerados e eu não conseguia continuar por conta da fobia social que sofro até hoje. Perdi meu pai recentemente por conta de um AVC, nunca tivemos proximidade mas foi uma perda, me relacionei somente com uma mulher a vida toda, o resto foram todas prostitutas, causo estranheza ao sexo feminino e não tenho amigos para fazer porra nenhuma. Só sinto prazer quando estou embriagado ou cheirado (não faço isso corriqueiramente por falta de grana) Escovar os dentes é um saco, comer pra não morrer de fome é enjoativo, cagar e mijar é uma obrigação, tomar banho é deprimente enfim não aguento mais, não existe prazer algum em estar vivo, vc é só um robô feito pra consumir coisas que disseram ser necessárias e nós acreditamos. Remédios antidepressivos não funcionam, psicólogo é um amigo que vc paga pra conversar, já tentei muitas coisas pra mudar essa maneira de pensar e agir, faço exercício físico e me alimento bem todos os dias, tento meditar, faço todas essas porcarias que estão vendendo para uma vida sadia (no fap, banho gelado, alimentação boa, exercícios, leitura) nada disso ABSOLUTAMENTE NADA disso vai mudar o fato que a vida é uma merda tão absurda que ninguém consegue explicar como tem gente que consegue acordar sorrindo/feliz. Foi só um pequeno desabafo, não vejo mais motivos para estar vivo, não preciso de conselhos pois sei da minha real condição, agradeço aos que simpatizam ou tenham compaixão pelas coisas ditas neste post, mas pra mim não dá mais galera, forte abraço!
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2020.10.22 04:08 snoo_mi Alguém já perdeu a vontade de comer por conta da bagunça de ideias na cabeça?

Esse ano tem sido muito profundo para mim... Tenho lidado com meu processo de luto, depressão, ansiedade, fase de conclusão de graduação, luta contra valores do empreendedorismo e dentro do mundo de startups, e algumas crises existenciais e sociais (quem mora na capital sabe que existem muitas pessoas muito mas muito pobres, paulistano ignora para conseguir sobreviver; niilismo depressivo; o que quero para minha vida; minha personalidade...)
Mas essa última semana foi tão puxada, sob tantos aspectos que pedi demissão e adiei meu TCC, decisões dificílimas, mas que eram necessárias..
Tava tudo me afetando MUITO! De não estar mais conseguindo comer! Meu sono esse ano tá uma bosta, mas sempre lidei bem com isso, agora, não consigo mais comer! Preciso me obrigar a parar de fazer, conversar, organizar, pensar, teorizar, para conseguir comer um mínimo...
Não sei o que é, mas sinto que tem tanta coisa na minha cabeça, que não tenho conseguido escolher qual realmente preciso processar e estudar. Se bem que eu até sei quais são minhas prioridades nesse momento. Mas nem consigo entrar a fundo nelas...
Alguém mais sente ou já passou por isso? Como vocês estão lidando com essas coisas? Com a pandemia? Sinto uma falta danada de conversar com um amigo ou com um estranho aleatório durante meu dia... Tô praticamente presa, sozinha...
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2020.10.19 23:43 Normal_bitch Não consigo superar

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Como gosto desse sub decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acordava, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez e me mataria, gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 22:05 Normal_bitch Não consigo superar, me ajudem!!

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acorda, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez , gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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